Quem sou eu

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Paradoxalmente,

eu às vezes sinto uma saudade tua! Eu viajo lembrando das nossas ideias, das nossas risadas, dos nossos códigos ultrasecretos e também de como era legal fingir um parentesco entre a gente. Lembro de uma cena extremamente marcante para mim, onde pela primeira vez derramei lágrimas em harmonia com você, por uma coisa que, juntamente, nos dedicamos. Como descrever?
Fazíamos bilhetinhos no canto do caderno só pra escrever "Te Amo" ou desenhar um coraçãozinho. Sem contar os minutos bobos gastos em ligações telefônicas só pra avisar que tal programa estava passando na TV. No conceito amizade, você possuía a minha medalha de ouro.
Ia tudo tão bem, quando, aos poucos, uma coisa estranha foi tomando conta de tudo. Como uma nuvem negra carregada que vem chegando aos poucos e depois desaba em tempestade. Foi tenebroso. Começando com discussões bobas, a coisa ficou tão feia que chegou a competição!!
Como pode, meu deus? Uma cumplicidade tão linda como aquela se transformar naquele mostro? Pra mim foi tão impactante que cheguei a chorar dias e dias. De tão intenso, parecia mais um divórcio.
Portanto, os meses se passaram e tudo se amenizou. Porém, cada qual para o seu lado. Ainda não sei explicar o por que a distância nos faz bem e que mesmo assim eu nutra uma certa simpatia por você. Bem estranho.
Achei no fundo da minha gaveta uma letra de música que me fez entrar nesse flash-back profundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário