Quem sou eu

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como voou! Como passou rápido! Como os meses correram! E termina mais uma etapa do resto de nossas vidas. As mesmas coisas virão, as mesmas promessas serão feitas, as mesmas esquecidas ao longo do ano, as mesmas afogadas no meio das preocupações mundanas.
Todo final de ano nos sentimos assim, perdidos e inconformados com a velocidade que o tempo vai e não volta nunca mais. Talvez isso seja bom, para que todas as mágoas e infelicidades fiquem mesmo para trás e não tenham chance alguma de serem revividas. Porém, os melhores momentos também jamais se repetirão.
Novas pessoas apareceram para adoçar o ano aqui e acolá. Outras que costumavam nos amargar e nos azedar aforam se afastando, para nossa sorte. Pessoas vão, vêm, ficam e somem. É assim o tempo todo.
Nos apaixonamos perdidamente nesse 2010. (E como, meu Deus!) Apesar das dores, creio que todos, afinal, irão carregar uma dose de aprendizado para acumular. E uns litros de lágrimas também. Lágrimas sofridas, apertadas, ácidas; mas só lágrimas, ainda bem.
Aguentamos os mais sórdidos dias; as mais entediantes noites; sorrimos nos dias ensolarados; sorrimos também nas chuvas torrenciais. Tudo isso pra tentar fazer desse o melhor ano das nossas vidas.
Foi, apesar dos trancos e barrancos, um ano excelente. Mas como todo mundo - e eu mais ainda - adora uma boa mudança em todos os aspectos, venha, 2011! Venha com toda a força possível, com toda a positividade, com toda a esperança desse mundo ! E pra você, 2010, resta o meu adeus . Vá em paz .

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O despertar histérico do relógio me avisa que chegou a hora. Longa, longa espera. Me levanto e me espreguiço como nunca me espreguicei antes: esticando cada músculo ansiosamente !

Eu sabia que valeria a pena esperar tanto assim por você. E um flash-back rola desesperado, passa pelos meus olhos como filme. A água do chuveiro cai manhosa, junto à algumas lágrimas de extrema felicidade que não pude conter.


Coloco qualquer roupa na pressa de ir ao seu encontro. Bolsa, chaves, celular, óculos: tudo confere. Só falta te buscar.

Meu carro, se pudesse escolher,ficaria no piloto automático, só pra garantir, de tão trêmula que estou. Mais e mais lágrimas me lavando no caminho, "Teenage Dream" balançando as caixas de som.


Mal consigo estacionar, deixo o carro aberto de tanto desespero. Maratona olímpica? Não. Vontade de te ver.


Que aflição!!! Eu sento, tento me distrair lendo um livro e acabo me envolvendo por um instante.




Levanto os olhos devagarzinho e não posso acreditar. É você vindo em minha direção como num épico. Não posso acreditar ainda. Basta, saio correndo e quase te derrubo de tão intensamente que te abraço.


Eu te amo. Ter você aqui comigo então, já é o suficiente. Dinheiro? Pra quê se tenho você? E você, carinhosamente, me diz ...












* acorda *






Foi só um sonho.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mas que vontade imensa de sair do meu próprio corpo e me aplicar um sermão. Que raiva de não ter aceitado as coisas como elas são, que raiva de ter acendido uma vela de esperança, raiva de dominar a arte da auto-corrosão.


Detesto as dores das quais sempre me submeto ao me dedicar, digamos assim. Mas parece que é agradável, só não se sabe para quem.

Insano? Alarmante? Dolorido? Ardente? Intenso? Esperançoso? Sim. E espero não sentir isso nunca mais. Eu disse nunca mais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Talvez eu seja mesmo idiota por colocar as mesma músicas para tocar várias vezes seguidas por minutos,horas, dias ou quem sabe anos. Talvez eu seja extremamente obsoleta por não trocar os ritmos e as tendências.
Talvez eu seja aquela que canta a letra de trás para a frente ou invertendo as palavras, tanto faz. Mas sempre na ponta da língua. Talvez até o dia de minha morte eu continue gostando das mesmas canções. Talvez eu seja tão previsível quanto elas.
E talvez você, tão previsível quanto, as ouça também. E talvez se lembre de mim do mesmo jeito que eu lembro de você.

domingo, 12 de dezembro de 2010



Danem-se os outros e tudo o que eles pensarem. Eu vou comemorar cada conquista pra chamar de "minha."

Eu morro de medo desses seus desaparecimentos repentinos. Sem avisos prévios, sem despedidas, nem nada. Some e eu fico sem notícias por um longo e inimaginável tempo.

Gostaria de uma certa segurança para poder afirmar que te tenho comigo aonde quer que eu vá. Mas não, o que tenho é um alicerce de incertezas que a qualquer momento pode desabar.

Por quê? Por que as coisas que mais desejo estão tão longínquas? Por que elas não podem ficar a uma distância alcançável? Sou eu desmerecedora? Por quê?

Se uma resposta desabasse do céu, agora mesmo eu correria o necessário para agarrá-la e jamais, jamais mesmo soltaria. Por enquanto só me resta o contentamento das lembranças.

domingo, 5 de dezembro de 2010

" You've got troubles, well I've got 'em too.There isn't anything I wouldn't do for you.We stick together and we see it through, you've got a friend in me. "
"De acordo com as leis da aviação, uma abelha não poderia voar de maneira alguma. Suas asas são pequenas demais para levantar seu pequeno corpinho gorducho do chão. Mas a abelha, é claro, voa assim mesmo. Porque as abelhas não dão a mínima para o que os humanos acham impossível."

Bee Movie

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010


Tudo e todos mudaram. As vontades alheias já não são simples como costumavam ser. As metas estão mais ambiciosas, as conversas se tornam mais ácidas e os interesses sempre protuberantes.
Certas virtudes se diluem no caminho, assim como os piores estigmas ficam impregnados. Simplesmente não há alguém exato para culpar. Talvez eu seja inocente demais.