Quem sou eu

sábado, 22 de outubro de 2011

Entregar o coração para alguém e pedir para que esta pessoa o trate com carinho e o faça feliz é algo simples; algo que com apenas algumas injeções de coragem pode ser feito. A parte complicada nunca foi esta.
Difícil é aceitar as consequências que são sempre simultaneamente boas e más; é ter jogo de cintura.; é tentar manter as aparências e não derramar lágrimas perto de nenhuma alma viva. Geralmente eu sou terrível nesta parte.
Gostaria de receber um terço do valor que eu imagino que têm por mim, e poder dizer com o peito feliz e o coração sereno que finalmente estou sendo amada. Porém, nunca é fácil como queria que fosse. É sempre um campo minado, uma corda bamba, um tiro no escuro.
Mas é assim que a vida funciona, meu bem. E não é por isso que alguém vai parar o planeta para cuidar da sua dor. Aliás, não é por algo tão mundano que tem que doer.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Naquele dia eu tinha a necessidade de andar de cabeça erguida para não parecer vulnerável aos inimigos, de sorrir para transmitir uma imagem boa a todos ao meu redor e de dar conselhos para aquela amiga que estava com o coração partido, como se eu fosse um oráculo. Apesar de ter acordado e chorado como uma criança, eu realmente precisava me manter forte.
Quantas foram as vezes que eu tinha mantido aquela farsa? Centenas? Milhares? Sem contar os dias em que tive que justificar minha cara de arrasada como "sono" ou "cansaço". Talvez seja porque eu tento manter meus problemas afastados de quem não tem a ver com eles. Não sei definir isso como qualidade ou defeito. Só sei que me faz um mal danado.

domingo, 26 de junho de 2011

Colher de Chá


Por que você gosta de mim?

Por causa de quem eu sou?

Ou por causa dos galhos que quebrei

quando você realmente precisou?


Podem até ser ambos,

porém o último é sem resposta.

Só quando alguém lhe faz um favor

é que você realmente gosta?


Amizade é saber gostar

de bom e de mau humor,

na terra, no céu, no mar,

no frio, no morno e calor.



Você nunca me considerou

o que podemos chamar de amiga.

Pois quando a maré está baixa,

ninguém chama um salva-vida.


Te socorri e te ajudei

e com a maior cara deslavada,

não me agradeceu e nem ligou

como se não houvesse acontecido nada !!


Só espero que um dia

a verdade lhe seja trazida

e que perceba que nem só de colher de chá

é feita essa nossa vida.

sexta-feira, 24 de junho de 2011


Passaram-se meses, longos meses. Seu nome não surgia na minha cabeça com a mesma frequência com que surgia antes e, por um momento, você havia perdido a importância na minha vida.
Posso dizer também que algumas vezes, tomando banho, eu deixava escapar um risinho no canto dos lábios lembrando o quão tola eu havia sido e convencendo a mim mesma que eu já havia superado toda essa coisa de amor.
Mas, por algum tipo de curiosidade, quis ler suas palavras novamente. E você lançou um "oi" em códigos binários tão caloroso que minha vontade foi realmente a de derreter.
Eu queria ter o corpo liquefeito e dar um jeito de entrar naquele computador para não só dizer, como expressar tudo aquilo que sentia ardorosamente por você.
Foi bem aí nessa vontade que eu percebi que não, eu não te esqueci coisíssima nenhuma.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desculpe-me por ser assim, vulnerável ao amor; por ser otimista em relação a você mesmo tendo consciência de cada defeito seu. Desculpe-me também por sorrir demais quando sua imagem me vem à cabeça.
Desculpe-me por me desculpar tanto, por ser tão insegura. Sei que no fundo eu cogitava a possibilidade de ter seu cheiro impregnado nas entranhas de minha memória. Eu sempre soube que isso poderia acontecer.
E quanto àqueles olhares gélidos que sem querer lanço para você, peço mais uma vez que me desculpe. Eles são apenas calorosos sorrisos, disfarçados pela minha timidez.
Juro que queria me desprender desse medo que me impede de amar. Aliás, estas míseras desculpas são para você, coração, que vai ter que sofrer mais uma vez por algo que - pensávamos nós - não tinha chances de reaparecer.

terça-feira, 1 de março de 2011


Sempre me ensinaram que a vingança não é boa e que ódio é uma palavra muito forte para definir um sentimento a respeito de alguém. Isso foi assimilado por mim completamente, e me fez ser uma garota compreensiva na maioria das vezes.
Quando guardo - até mesmo o mínimo - rancor, eu me sinto muito estranha. E ao invés de agir estupidamente, eu me deito e choro. Choro até extravasar toda a raiva, a indignação e a vontade de "rodar a baiana" por aí.
Se me vir chorando, pense duas vezes antes de dizer que não é nada. Talvez tenha sido você o motivo dessas lágrimas.




A pior parte de escrever sobre o amor é que várias pessoas lerão, relerão e farão suposições. Mas aquela que você realmente quer que leia, não passará os olhos sobre sequer um parágrafo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A força de expressão sempre nos mete em encrencas e em mal entendidos geralmente inconsertáveis.Tentamos agir conforme o certo, mas o certo às vezes parece estar mais errado do que nunca aos olhos de alguns.
Se você se sente um pouco antissocial, é tido como nojento. Se quer ser carinhoso, é considerado um bobo apaixonado. E se você é alguma vez indiferente e não sente absolutamente nada, pronto! Acaba de se tornar a pessoa mais estranha desse universo. O mundo parece até um grande picadeiro, ou até mesmo um eterno júri.
Querem nos controlar, querem nos julgar, querem se sentir superiores e não tentam nos entender. Eu realmente tento entender esse comportamento.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011


O ar ficou mais limpo e a atmosfera ficou pura de repente. O sol brilha mais intenso, os pássaros cantam com mais afinação. O vento passa agradável pela pele e a cor da grama me faz gargalhar.Ou essa natureza realmente está conspirando a meu favor, ou então é alguma coisinha dentro do meu coração querendo eclodir.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sagitariana, nascida em Penápolis. Diz na minha certidão que nasci às 5:45 da manhã. Minha mãe me conta que foi parto normal. Meu nome é inteiramente herdado de minha avó materna. Sei tantos dados sobre mim, mas continua sendo difícil me definir.
Mudo muito de humor, de gostos e de paixões. Adoro mudar e me sentir outra pessoa. Meus pais devem ficar um pouco insanos, pois já troquei de instrumentos musicais quatro vezes: violino, teclado, guitarra e flauta doce. (desisti de todos)
Conhecer é outra coisa que me fascina e é meu combustível. Pessoas, lugares, costumes, matérias,sensações. Chego a cobrar até demais de mim mesma.
Quem me conhece pela primeira vez pode me achar um tanto séria, mas na verdade sou bem criança. Tenho uma paixão enorme por desenhos e filmes, especialmente por Toy Story, o qual sou vidrada desde que me conheço por gente.
Me identifico muito com meu pai, que inventou de realizar um sonho de infância há um ano e meio: andar de monociclo. Acabou ensinando a mim e ao meu irmão e atualmente nos divertimos muito realizando a tal proeza.
Sonho, aliás, almejo estudar Direito na USP quando for mais velha. Desejo muito me especializar em Direito Internacional e mais tarde me tornar Promotora de Justiça. Simplesmente não me vejo fazendo outra coisa na vida.
Emocionalmente sou muito instável. Sozinha, posso chorar um dia inteiro sem saber ao menos o porquê. Mesmo assim, me sinto feliz.
Detesto quando me desvalorizam ou desconsideram tudo que já fiz. Fico magoada com o mundo e seus preconceitos frequentemente.
De vezem quando me sinto diferente... E isso pode ser bom. Aliás, qual é a graça de ser igual a 6 bilhões de pessoas ?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O sol se arrasta, intrépido, pela grande fresta da minha janela, me obrigando violentamente a acordar. Não tenho escolha mesmo.
A primeira coisa a se fazer é me olhar no espelho, numa subconsciente esperança de te ver ao meu lado. Quem sabe você está lá acalentando um "bom dia" inspirador? Mas não está. E mesmo assim eu abro um sorriso largo em direção a mim mesma, só por sarcasmo.
Antes de me deitar eu também faço o mesmo ritual, dessa vez tentando ouvir um acalento de "boa noite" (sem retorno satisfatório, diga-se de passagem). Sorrio sarcasticamente outra vez e vou dormir.
É um ciclo vicioso que já está me cansando. Culpa dessa minha esperança maldita. Dizem que ela é a última que morre, mas sinceramente, gostaria que fosse a primeira agora.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu vivo em dois universos: aquele do qual as pessoas chamam de real e o meu mundo onírico. É claro que o segundo é meu favorito, e algumas lágrimas já querem brotar em mim simplesmente por citá-lo.
Como explicar? Aquele é o meu mundo, o meu refúgio nas noites mais frias, a mais utópica projeção do planeta. Fecho meus olhos e imediatamente uma sensação de alívio percorre cada veia e músculo. Estou em casa.
Lá não há nenhuma regra, a não ser as minhas; nenhuma proibição, exceto a proibição de se proibir; nenhuma lei, a não ser umas poucas leis da física e nenhuma preocupação, excetuando a de ser feliz.
Foi ali que vivi e revivi as histórias mais incríveis da minha vida e criei aquelas que me faltavam no chamado "mundo real". É ali que me completo todos os dias, ou melhor, todas as noites.
A parte mais cruel desse universo todo é ir embora. Bruscamente, sem chance de me despedir ou me desprender daquilo. É basicamente uma interrupção repentina de algo vital, um corte de oxigênio. E dói.
Sorte a minha de ter outras noites para restabelecer minha respiração.