Quem sou eu

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Trocar choros soluçados por tardes nubladas de testa franzida e desgosto. Pelo menos é assim que eu tenho externado minha tristeza, quando ela aparece volta e meia.
Chorar cansa, é trabalhoso, requer muitas decepções acumuladas e uma playlist gigante de músicas deprimentes. E cá entre nós, não estou com a disposição necessária para armar uma cachoeira de lágrimas, então só passo um cadeadinho no coração e na cabeça.
Pois é, quando penso que não posso me aprofundar mais na decadência, descubro que tenho preguiça de chorar. Pura preguiça.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Sabe quem acordou hoje? Aquela menina boba e meio apaixonada que suspira a cada vez que pronuncia um nome, e que sorri ouvindo Taylor Swift. Sim, ela está de volta. Porém, mais segura de si e mais atenciosa do que nunca ao pisar nesses territórios.
Ela me contou que seus pensamentos estão mais uma vez preenchidos por uma só pessoa. Perguntei se ela não tinha medo de passar por todos aqueles dolorosos traumas anteriores e, pasme, ela me disse que não. Disse que a vida se renovou, e que se for pra viver sem correr certos riscos ela prefere ser enterrada imediatamente. Decidida. Madura.
Agora ela sabe o que quer, e o que não quer. O que faz a faz bem, e o que a faz mal. O que a constrói, e o que a destrói. Caramba, ela cresceu.

domingo, 15 de janeiro de 2012

A vida parece que gosta de brincar com a gente de vez em quando. Possuo pouca experiência para dizer isso com tanta propriedade. Aliás, possuo pouquíssima. Mas volta e meia tenho a impressão que, quando as coisas parecem estar se afundando no marasmo ou a rotina fica insossa, uma força maior dá um toque de alegria nisso tudo. Como se estivesse querendo arrancar ao menos um sorrisinho da cara fechada que eu levo comigo no dia-a-dia.
Como se, ao ficar na escuridão por não ter mais as labaredas da esperança, essa força acendesse uma luzinha no meu coração para não me deixar desamparada. Como se me doasse um agasalho para não me deixar congelar na frieza da minha personalidade. Como se quisesse cuidar de mim.
E eu? Eu me regozijo diante de tudo isso. Indago a mim mesma se essas pequenezas são um capricho da vida, que resolveu sorrir pra mim; ou se são insignificâncias das quais dou mérito demais, apenas para fazer meu próprio ser sorrir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A gente dá com a cara no muro mesmo. Não uma vez, nem duas; mas a todo momento. E sabe quem é o culpado disso? É um sentimento infame chamado expectativa, que faz o coração bombear em pequenas e esparsas descargas de adrenalina, para depois explodir em angústia. Todo mundo diz que esperar o melhor da vida é bom, estimulante, um combustível para se acordar todo dia e ter uma razão para fazer as coisas de um jeito bom. E realmente, esperar o melhor pode trazer acontecimentos bons e ruins. Cinquenta por cento de chances. Mas quando me pego roendo as unhas para qualquer coisa, já tenho um antídoto contra isso.
“Não, garota, você não vai esperar absolutamente nada de coisa alguma neste universo.”, diz minha consciência. “Você sabe que já sofreu com isto e que possuir nível zero de expectativa é sempre melhor, pois o que quer que aconteça te surpreenderá. Seja por bem, seja por mal.”
“Vai deixar a dúvida te matar por dentro, meu amor? A vida guarda surpresas para você, mas para usufruir delas você precisa ir lá fora e abrir algumas caixinhas de Pandora.”, minha intuição diz, tentando injetar um pouco de ânimo nas minhas veias. “Você tem certeza que quer parar no caixão sem abrir as caixinhas, levando consigo uma história de vida sem graça e exibir uma lápide com algum epitáfio clichê? Vá viver”.
Viver sanando as dúvidas da vida ou as evitando? Eis uma pergunta que eu evito, e que para a minha tristeza, ainda não sanei.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Feliz ano novo! Ou deveria dizer, feliz "você" novo?


Nós, seres humanos, temos a redundante necessidade de inventar ciclos e períodos para nos dar a (talvez falsa) impressão de renovação. Semanas, meses, anos, décadas, séculos, milênios.
Pode ser que os nossos hábitos permaneçam os mesmos, assim como os nossos problemas e preocupações. Pode até ser que as mesmas pessoas também permaneçam no contexto de nossas vidas, mas pode ser que não. Já parou para pensar que a variável que vai realmente fazer deste ano um "ano novo", é o que você vai decidir fazer dele?
Para 2012 ser um novo ano, tudo vai depender das suas convicções, e vai depender do que você vai decidir deixar para trás desta vez. Aliás, começar um novo ciclo é se renovar; e renovar não é nada mais, nada menos, do que tomar decisões que refresquem a vida e que deixem-na polida, como se fosse novinha em folha.
É você, meu caro amigo ou cara amiga, que vai desenhar a trilha para este ano. Não são necessariamente os acontecimentos ao seu redor que moldarão um ano bom ou ruim, é primordialmente o seu comportamento a respeito deles que vai. Parando um pouco para pensar, pode-se até chegar à conclusão de que não é um ano novo que vem por aí, é uma nova pessoa: você. Você decide como e se vai mudar em 2012, seja positivamente ou negativamente.
Sendo assim, feliz você novo! Que neste novo você, seus melhores desejos se tornem realidade, e que este você de 2012 seja melhor que o você de 2011, 2010, 2009 e todos os anos anteriores. Feliz você novo, adeus você velho.


Martha Maria Rocha