Quem sou eu

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desculpe-me por ser assim, vulnerável ao amor; por ser otimista em relação a você mesmo tendo consciência de cada defeito seu. Desculpe-me também por sorrir demais quando sua imagem me vem à cabeça.
Desculpe-me por me desculpar tanto, por ser tão insegura. Sei que no fundo eu cogitava a possibilidade de ter seu cheiro impregnado nas entranhas de minha memória. Eu sempre soube que isso poderia acontecer.
E quanto àqueles olhares gélidos que sem querer lanço para você, peço mais uma vez que me desculpe. Eles são apenas calorosos sorrisos, disfarçados pela minha timidez.
Juro que queria me desprender desse medo que me impede de amar. Aliás, estas míseras desculpas são para você, coração, que vai ter que sofrer mais uma vez por algo que - pensávamos nós - não tinha chances de reaparecer.