Quem sou eu

sábado, 25 de fevereiro de 2012


A parte mais interessante de ser quem sou é pensar que me conheço, e me surpreender a cada dia com as descobertas que faço cada vez que adentro meu coração. E acho que sei porque me conheço tão pouco. Talvez seja porque parte de mim se encontra em ti, e só a enxergo quando te tenho perto.
É aquela risada que me faltava e tu pusestes no meu rosto com uma facilidade inimaginável; é o teu cheiro que me vinha à memória e trouxestes impregnado no corpo só para mim;aquele olhar apenas compreendível por nós; é a simples presença que afaga minha alma e me envolve numa aura de bem-estar que é quase impossível de descrever. É você, é você, é você. Só não sei quando, onde e por quê. Mas sei que é você.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Deixando as coisas remarem com a maré, me pego com a pulsação acelerada quando direciono os olhos para você involuntariamente. Tento controlar, desviar o pensamento, mas já não dá. E não é algo que me faça sofrer por ter seus riscos, mas me faz sorrir por salpicar o dia de prazer.
São sempre as pequenas coisas que me fazem feliz. Sempre os detalhes: um olhar, um jeito peculiar de falar, um trejeito, um carinho atencioso; que me deixam cantarolando alguma melodia alegre para o resto do dia. É o que me deixa bem. É minha felicidade minimalista.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Peguei o celular uma ou duas vezes na mão, e tinha o seu nome selecionado na lista de contatos, preparada para fazer uma ligação. Mas desisti. Logo eu, senhorita invulnerável, querendo buscar um ombro pra chorar? Jamais. E o mais tragicômico dos fatos é que o seu nome na lista se encontra logo acima daquele outro em que eu constantemente penso em ligar. Ou um, ou outro.
Escolhas me fazem fraca, me deixam assim. Nunca fui boa em tomar decisões drásticas para decidir quem devo manter e quem devo abandonar no meu caminho. E em momentos de desespero, também já me questionei se o problema não era a minha própria pessoa e se não seria mais fácil tirar a mim mesma do caminho. Essa dúvida me atormenta até hoje, porém com menos frequência.
Quem diria, não? Para quem vivia reclamando do marasmo da vida sentimental, até que estou bem ocupada. Entre sentir tudo e corroer-se por dentro, e sentir nada e ficar estável, preferi o primeiro e agora lido com as consequências. Quem mandou querer todo tipo de sentimento só para você, vadia?
Tela quebrada. Pedaços eletrônicos espalhados ao chão. Tomei minha decisão: não vou ligar para absolutamente ninguém. Chega de indecisões. Chega.