Quem sou eu

segunda-feira, 16 de abril de 2012


Não é que eu não queira que seja essencial, nem que eu tampouco queira. A questão é que já é essencial. Uma vez considerado como parte hipotética da minha vida; agora já é parte obrigatória e sem nenhuma escapatória.
Creio que sejam minhas preces sendo finalmente atendidas. Pedi aos céus que me trouxessem alegria, satisfação, bem-estar e paz interior. Pedi aos céus que me trouxessem alguém que me completasse, e cá os céus trouxeram uma encomenda especial: você.
É engrandecedor, prazeroso, alumiante. E não é como se nossas mentes pensassem de maneira igual, é bem mais do que isso. É como se elas fossem uma só. Pulsando em uma frequência só.
Queria apenas registrar o quão feliz sou perto de ti, mais como um lembrete pessoal que qualquer outra coisa.

sábado, 25 de fevereiro de 2012


A parte mais interessante de ser quem sou é pensar que me conheço, e me surpreender a cada dia com as descobertas que faço cada vez que adentro meu coração. E acho que sei porque me conheço tão pouco. Talvez seja porque parte de mim se encontra em ti, e só a enxergo quando te tenho perto.
É aquela risada que me faltava e tu pusestes no meu rosto com uma facilidade inimaginável; é o teu cheiro que me vinha à memória e trouxestes impregnado no corpo só para mim;aquele olhar apenas compreendível por nós; é a simples presença que afaga minha alma e me envolve numa aura de bem-estar que é quase impossível de descrever. É você, é você, é você. Só não sei quando, onde e por quê. Mas sei que é você.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Deixando as coisas remarem com a maré, me pego com a pulsação acelerada quando direciono os olhos para você involuntariamente. Tento controlar, desviar o pensamento, mas já não dá. E não é algo que me faça sofrer por ter seus riscos, mas me faz sorrir por salpicar o dia de prazer.
São sempre as pequenas coisas que me fazem feliz. Sempre os detalhes: um olhar, um jeito peculiar de falar, um trejeito, um carinho atencioso; que me deixam cantarolando alguma melodia alegre para o resto do dia. É o que me deixa bem. É minha felicidade minimalista.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Peguei o celular uma ou duas vezes na mão, e tinha o seu nome selecionado na lista de contatos, preparada para fazer uma ligação. Mas desisti. Logo eu, senhorita invulnerável, querendo buscar um ombro pra chorar? Jamais. E o mais tragicômico dos fatos é que o seu nome na lista se encontra logo acima daquele outro em que eu constantemente penso em ligar. Ou um, ou outro.
Escolhas me fazem fraca, me deixam assim. Nunca fui boa em tomar decisões drásticas para decidir quem devo manter e quem devo abandonar no meu caminho. E em momentos de desespero, também já me questionei se o problema não era a minha própria pessoa e se não seria mais fácil tirar a mim mesma do caminho. Essa dúvida me atormenta até hoje, porém com menos frequência.
Quem diria, não? Para quem vivia reclamando do marasmo da vida sentimental, até que estou bem ocupada. Entre sentir tudo e corroer-se por dentro, e sentir nada e ficar estável, preferi o primeiro e agora lido com as consequências. Quem mandou querer todo tipo de sentimento só para você, vadia?
Tela quebrada. Pedaços eletrônicos espalhados ao chão. Tomei minha decisão: não vou ligar para absolutamente ninguém. Chega de indecisões. Chega.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Trocar choros soluçados por tardes nubladas de testa franzida e desgosto. Pelo menos é assim que eu tenho externado minha tristeza, quando ela aparece volta e meia.
Chorar cansa, é trabalhoso, requer muitas decepções acumuladas e uma playlist gigante de músicas deprimentes. E cá entre nós, não estou com a disposição necessária para armar uma cachoeira de lágrimas, então só passo um cadeadinho no coração e na cabeça.
Pois é, quando penso que não posso me aprofundar mais na decadência, descubro que tenho preguiça de chorar. Pura preguiça.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012


Sabe quem acordou hoje? Aquela menina boba e meio apaixonada que suspira a cada vez que pronuncia um nome, e que sorri ouvindo Taylor Swift. Sim, ela está de volta. Porém, mais segura de si e mais atenciosa do que nunca ao pisar nesses territórios.
Ela me contou que seus pensamentos estão mais uma vez preenchidos por uma só pessoa. Perguntei se ela não tinha medo de passar por todos aqueles dolorosos traumas anteriores e, pasme, ela me disse que não. Disse que a vida se renovou, e que se for pra viver sem correr certos riscos ela prefere ser enterrada imediatamente. Decidida. Madura.
Agora ela sabe o que quer, e o que não quer. O que faz a faz bem, e o que a faz mal. O que a constrói, e o que a destrói. Caramba, ela cresceu.