Quem sou eu

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sagitariana, nascida em Penápolis. Diz na minha certidão que nasci às 5:45 da manhã. Minha mãe me conta que foi parto normal. Meu nome é inteiramente herdado de minha avó materna. Sei tantos dados sobre mim, mas continua sendo difícil me definir.
Mudo muito de humor, de gostos e de paixões. Adoro mudar e me sentir outra pessoa. Meus pais devem ficar um pouco insanos, pois já troquei de instrumentos musicais quatro vezes: violino, teclado, guitarra e flauta doce. (desisti de todos)
Conhecer é outra coisa que me fascina e é meu combustível. Pessoas, lugares, costumes, matérias,sensações. Chego a cobrar até demais de mim mesma.
Quem me conhece pela primeira vez pode me achar um tanto séria, mas na verdade sou bem criança. Tenho uma paixão enorme por desenhos e filmes, especialmente por Toy Story, o qual sou vidrada desde que me conheço por gente.
Me identifico muito com meu pai, que inventou de realizar um sonho de infância há um ano e meio: andar de monociclo. Acabou ensinando a mim e ao meu irmão e atualmente nos divertimos muito realizando a tal proeza.
Sonho, aliás, almejo estudar Direito na USP quando for mais velha. Desejo muito me especializar em Direito Internacional e mais tarde me tornar Promotora de Justiça. Simplesmente não me vejo fazendo outra coisa na vida.
Emocionalmente sou muito instável. Sozinha, posso chorar um dia inteiro sem saber ao menos o porquê. Mesmo assim, me sinto feliz.
Detesto quando me desvalorizam ou desconsideram tudo que já fiz. Fico magoada com o mundo e seus preconceitos frequentemente.
De vezem quando me sinto diferente... E isso pode ser bom. Aliás, qual é a graça de ser igual a 6 bilhões de pessoas ?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O sol se arrasta, intrépido, pela grande fresta da minha janela, me obrigando violentamente a acordar. Não tenho escolha mesmo.
A primeira coisa a se fazer é me olhar no espelho, numa subconsciente esperança de te ver ao meu lado. Quem sabe você está lá acalentando um "bom dia" inspirador? Mas não está. E mesmo assim eu abro um sorriso largo em direção a mim mesma, só por sarcasmo.
Antes de me deitar eu também faço o mesmo ritual, dessa vez tentando ouvir um acalento de "boa noite" (sem retorno satisfatório, diga-se de passagem). Sorrio sarcasticamente outra vez e vou dormir.
É um ciclo vicioso que já está me cansando. Culpa dessa minha esperança maldita. Dizem que ela é a última que morre, mas sinceramente, gostaria que fosse a primeira agora.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu vivo em dois universos: aquele do qual as pessoas chamam de real e o meu mundo onírico. É claro que o segundo é meu favorito, e algumas lágrimas já querem brotar em mim simplesmente por citá-lo.
Como explicar? Aquele é o meu mundo, o meu refúgio nas noites mais frias, a mais utópica projeção do planeta. Fecho meus olhos e imediatamente uma sensação de alívio percorre cada veia e músculo. Estou em casa.
Lá não há nenhuma regra, a não ser as minhas; nenhuma proibição, exceto a proibição de se proibir; nenhuma lei, a não ser umas poucas leis da física e nenhuma preocupação, excetuando a de ser feliz.
Foi ali que vivi e revivi as histórias mais incríveis da minha vida e criei aquelas que me faltavam no chamado "mundo real". É ali que me completo todos os dias, ou melhor, todas as noites.
A parte mais cruel desse universo todo é ir embora. Bruscamente, sem chance de me despedir ou me desprender daquilo. É basicamente uma interrupção repentina de algo vital, um corte de oxigênio. E dói.
Sorte a minha de ter outras noites para restabelecer minha respiração.