
Passaram-se meses, longos meses. Seu nome não surgia na minha cabeça com a mesma frequência com que surgia antes e, por um momento, você havia perdido a importância na minha vida.
Posso dizer também que algumas vezes, tomando banho, eu deixava escapar um risinho no canto dos lábios lembrando o quão tola eu havia sido e convencendo a mim mesma que eu já havia superado toda essa coisa de amor.
Mas, por algum tipo de curiosidade, quis ler suas palavras novamente. E você lançou um "oi" em códigos binários tão caloroso que minha vontade foi realmente a de derreter.
Eu queria ter o corpo liquefeito e dar um jeito de entrar naquele computador para não só dizer, como expressar tudo aquilo que sentia ardorosamente por você.
Foi bem aí nessa vontade que eu percebi que não, eu não te esqueci coisíssima nenhuma.

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