
Não preciso de suas palavras, seu silêncio basta. Ele se desintegra nas entrelinhas de suas mudas falas.
As nossas mais longas conversas são aquelas em que nenhuma sílaba é dita e cada contração muscular de seu rosto parece ser emitida sonoramente para mim. Eu entendo a sua linguagem, mesmo quando seu significado é o mais implícito possível. Você adora enigmas, eu adoro resolvê-los. Nos descobrimos mutuamente.
E fica tão fácil nos entender na singeleza de cada gesto, de cada riso, de cada olhar, de cada pensamento vago. Você me conhece mais do que eu mesma, pois o próprio silêncio achou sua forma de gritar.

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