A vida parece que gosta de brincar com a gente de vez em quando. Possuo pouca experiência para dizer isso com tanta propriedade. Aliás, possuo pouquíssima. Mas volta e meia tenho a impressão que, quando as coisas parecem estar se afundando no marasmo ou a rotina fica insossa, uma força maior dá um toque de alegria nisso tudo. Como se estivesse querendo arrancar ao menos um sorrisinho da cara fechada que eu levo comigo no dia-a-dia.
Como se, ao ficar na escuridão por não ter mais as labaredas da esperança, essa força acendesse uma luzinha no meu coração para não me deixar desamparada. Como se me doasse um agasalho para não me deixar congelar na frieza da minha personalidade. Como se quisesse cuidar de mim.
E eu? Eu me regozijo diante de tudo isso. Indago a mim mesma se essas pequenezas são um capricho da vida, que resolveu sorrir pra mim; ou se são insignificâncias das quais dou mérito demais, apenas para fazer meu próprio ser sorrir.

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