Quem sou eu

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A gente dá com a cara no muro mesmo. Não uma vez, nem duas; mas a todo momento. E sabe quem é o culpado disso? É um sentimento infame chamado expectativa, que faz o coração bombear em pequenas e esparsas descargas de adrenalina, para depois explodir em angústia. Todo mundo diz que esperar o melhor da vida é bom, estimulante, um combustível para se acordar todo dia e ter uma razão para fazer as coisas de um jeito bom. E realmente, esperar o melhor pode trazer acontecimentos bons e ruins. Cinquenta por cento de chances. Mas quando me pego roendo as unhas para qualquer coisa, já tenho um antídoto contra isso.
“Não, garota, você não vai esperar absolutamente nada de coisa alguma neste universo.”, diz minha consciência. “Você sabe que já sofreu com isto e que possuir nível zero de expectativa é sempre melhor, pois o que quer que aconteça te surpreenderá. Seja por bem, seja por mal.”
“Vai deixar a dúvida te matar por dentro, meu amor? A vida guarda surpresas para você, mas para usufruir delas você precisa ir lá fora e abrir algumas caixinhas de Pandora.”, minha intuição diz, tentando injetar um pouco de ânimo nas minhas veias. “Você tem certeza que quer parar no caixão sem abrir as caixinhas, levando consigo uma história de vida sem graça e exibir uma lápide com algum epitáfio clichê? Vá viver”.
Viver sanando as dúvidas da vida ou as evitando? Eis uma pergunta que eu evito, e que para a minha tristeza, ainda não sanei.

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