
Eu morro de medo desses seus desaparecimentos repentinos. Sem avisos prévios, sem despedidas, nem nada. Some e eu fico sem notícias por um longo e inimaginável tempo.
Gostaria de uma certa segurança para poder afirmar que te tenho comigo aonde quer que eu vá. Mas não, o que tenho é um alicerce de incertezas que a qualquer momento pode desabar.
Por quê? Por que as coisas que mais desejo estão tão longínquas? Por que elas não podem ficar a uma distância alcançável? Sou eu desmerecedora? Por quê?
Se uma resposta desabasse do céu, agora mesmo eu correria o necessário para agarrá-la e jamais, jamais mesmo soltaria. Por enquanto só me resta o contentamento das lembranças.

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