Quem sou eu

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Peguei o celular uma ou duas vezes na mão, e tinha o seu nome selecionado na lista de contatos, preparada para fazer uma ligação. Mas desisti. Logo eu, senhorita invulnerável, querendo buscar um ombro pra chorar? Jamais. E o mais tragicômico dos fatos é que o seu nome na lista se encontra logo acima daquele outro em que eu constantemente penso em ligar. Ou um, ou outro.
Escolhas me fazem fraca, me deixam assim. Nunca fui boa em tomar decisões drásticas para decidir quem devo manter e quem devo abandonar no meu caminho. E em momentos de desespero, também já me questionei se o problema não era a minha própria pessoa e se não seria mais fácil tirar a mim mesma do caminho. Essa dúvida me atormenta até hoje, porém com menos frequência.
Quem diria, não? Para quem vivia reclamando do marasmo da vida sentimental, até que estou bem ocupada. Entre sentir tudo e corroer-se por dentro, e sentir nada e ficar estável, preferi o primeiro e agora lido com as consequências. Quem mandou querer todo tipo de sentimento só para você, vadia?
Tela quebrada. Pedaços eletrônicos espalhados ao chão. Tomei minha decisão: não vou ligar para absolutamente ninguém. Chega de indecisões. Chega.

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