Quantas foram as vezes que eu tinha mantido aquela farsa? Centenas? Milhares? Sem contar os dias em que tive que justificar minha cara de arrasada como "sono" ou "cansaço". Talvez seja porque eu tento manter meus problemas afastados de quem não tem a ver com eles. Não sei definir isso como qualidade ou defeito. Só sei que me faz um mal danado.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Colher de Chá
Por que você gosta de mim?
Por causa de quem eu sou?
Ou por causa dos galhos que quebrei
quando você realmente precisou?
Podem até ser ambos,
porém o último é sem resposta.
Só quando alguém lhe faz um favor
é que você realmente gosta?
Amizade é saber gostar
de bom e de mau humor,
na terra, no céu, no mar,
no frio, no morno e calor.
Você nunca me considerou
o que podemos chamar de amiga.
Pois quando a maré está baixa,
ninguém chama um salva-vida.
Te socorri e te ajudei
e com a maior cara deslavada,
não me agradeceu e nem ligou
como se não houvesse acontecido nada !!
Só espero que um dia
a verdade lhe seja trazida
e que perceba que nem só de colher de chá
é feita essa nossa vida.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Passaram-se meses, longos meses. Seu nome não surgia na minha cabeça com a mesma frequência com que surgia antes e, por um momento, você havia perdido a importância na minha vida.
Posso dizer também que algumas vezes, tomando banho, eu deixava escapar um risinho no canto dos lábios lembrando o quão tola eu havia sido e convencendo a mim mesma que eu já havia superado toda essa coisa de amor.
Mas, por algum tipo de curiosidade, quis ler suas palavras novamente. E você lançou um "oi" em códigos binários tão caloroso que minha vontade foi realmente a de derreter.
Eu queria ter o corpo liquefeito e dar um jeito de entrar naquele computador para não só dizer, como expressar tudo aquilo que sentia ardorosamente por você.
Foi bem aí nessa vontade que eu percebi que não, eu não te esqueci coisíssima nenhuma.
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